História da raça




O pastor alemão branco

A historia da raça Pastor Branco Suiço se confunde com a historia de seu parente mais próximo, o Pastor Alemão, cujo a raça foi idealizada por Max Von Stephanitz. Stephanitz era um jovem militar que, por conta de seu oficio, as viagens ao interior da Alemanha eram frequentes e em suas visitas observou cães pastores(de variedades de cor e tamanho distintos) pastoriando ovelhas e ficou encantado pelo trabalho realizado por estes, tendo ideia, então, em criar uma raça Alemã de pastores. A partir do ano de 1881 começou a selecionar cães pastores para este fim, escolhendo traços de acordo com o que acreditava ser mais adequado; como capacidade de trabalho, inteligencia, obediencia e companherismo ao seu dono e nestes traços eram aceitos as mais variáveis colorações de pelo (o branco incluso). Nos anos de 1890 Stephanitz continuava a procura de novos exemplares para a formação de seu cão ideal quando em uma exibição de cães pastores no interior da Alemanha um cão especifico chamou sua atenção, tratava-se Hector Linksrhein, o qual comprou e mudou seu nome para Horand Von Grafrath, considerado o pai de toda a raça de pastores alemães que conhecemos hoje. É de conhecimento que o avô maternal de Horand era um cão pastor branco chamado Greif Von Sparwasser. Em 1888, no evento Hamburg Dog Show, Greifa, outro pastor branco , estava presente e em seguida um terceiro pastor branco (Greif II) foi relacionado no evento Cassel Show.


Em 1913 o Clube de Pastor Alemão da America foi estabelecido com o registro da Rainha da Suiça e a adoção do padrão de criação de Stephanitz. Uma das fundadoras e uma das primeiras criadoras da raça de pastor alemão na américa foi Ann Tracy de Nova York, que tambem foi em seu canil o nascimento dos primeiros pastores alemães brancos em território americano. A beleza dos pastores alemães brancos conquistaram a admiração através dos Estados Unidos, Canada e México nos anos após a primeira guerra e sua popularidade era igual a dos pastores alemães coloridos.



Greif Von Sparwasser




O nazismo e a tentativa de eliminar o traço de pelagem branca

Nos anos de 1930 o partido nazista tomou o poder na Alemanha controlando cada aspecto da sociedade alemã e isso inclui a criação de pastores alemães. O regime nazista procurou, com a criação de diversos simbolos nacionais, fortalecer uma identidade germanica e alimentar o sentimento de superioridade da população e nessa simbologia incluiu os já tradicionais pastores alemães, raça amada por Hitler. Para os membros do partido nazista os pastores alemães deveriam ter a aparencia de lobos e para estes os pastores alemães brancos não se encaixavam em seus padrões de beleza para a raça. Então foram criados inumeros argumentos, supostamente cientificos, para acusar o gene ligado a pelagem branca, como fonte de diversos problemas genéticos, como por exemplo: cegueira, albinismo, instabilidade mental, entre outros.


O partido nazista então confiscou todos os canis cujo os proprietários eram judeus e colocou oficiais nazistas para monitorar os canis e criadores remanescentes. Estes monitores não tinham a experiencia e nem a qualificação para este tipo de trabalho, suas decisões muitas vezes eram contrarias a linha que Stephanitz havia criado e tomadas por simples questões estéticas. O próprio Stephanitz caiu em desgraça aos olhares de Hitler ao não ingressar no partido e por tambem defender o padrão original e contrário as teorias de beleza nazista, sendo inclusive ameaçado de ser levado a um campo de concentração caso continuasse a defender suas ideias. Desde então os filhotes de pelagem branca começaram a ser descartados ou impedidos de procriarem e o pastor alemão de pelagem branca foi retirado dos padrões da raça.




Hitler na compania de seu cão pastor alemão



O surgimento do Pastor Branco Suiço quanto uma nova raça

Apesar da restrição da pelagem na Alemanha, na América o pastor alemão de pelagem branca ainda era bem aceito e nos anos de 1950 pastores brancos ainda eram vistos em eventos caninos. Contudo, no finalzinho dos anos 50 influêntes membros do clube de cães pastores alemães da America andossaram as diretrizes dos clubes germanicos sobre pureza da raça e começou tambem nos Estados Unidos uma campanha pela exorcização da pelagem branca, o que fez que a participação de eventos de exibição realizada pelo do Clube Cão Pastor Alemão da America ficasse proibida, porem seu registro no Kennel Club Americano ainda era possivel e ainda é até os dias atuais.


Para fortalecer a luta e o reconhecimento dos cães pastores alemães brancos como pertencentes a raça dos pastores alemães foi criado o primeiro clube exclusivo de pastores alemães branco, na cidade de Sacramento, california, em 1964. A partir de então muitos outros clubes com a mesma finalidade em muitos países. No entanto, apesar das diversas pesquisas genéticas que comprovam que o gene da pelagem branca não trás nenhum tipo de problemas genético e/ou de saúde, a oposição a re-unificação da raça se manteve forte, o que resultou no enfraquecimento do movimento. Contudo, alguns criadores de pastor alemão branco entenderam que a unica forma de serem aceitos e de se livrar das mentiras em relação a problema genético relacionado a pelagem branca seria formar uma nova raça separada da dos Pastores Alemães. Apesar de seu desenvolvimento como raça ter sido predominantemente no Canada e no Estados Unidos, foi através de registros suiços, que no ano de 2002, a Federação Internacional de Cinologia reconheceu a raça provisoriamente e finalmente em 2011 de forma definitiva, a nova raça recebeu o nome de Pastor Branco Suiço.